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26 maio 2010

Amanhã - Antunes da Silva na Biblioteca Pública


Amanhã, dia 27 de Maio, é dia de homenagem ao escritor eborense Antunes da Silva na Biblioteca Pública. Reconhecido por uns, esquecido por outros, o que é certo é que Antunes da Silva foi um dos maiores vultos do Neo-Realismo Português. Eborense de gema, cantou o seu Alentejo como poucos o souberam fazer. É pois altura de trazer a obra deste este escritor à luz do dia e prestar-lhe o devido tributo.

Na Pátria do Cardo - Apresentação do escritor Antunes da Silva, da investigadora Maria João Pereira Marques vai ser apresentado em sessão pública logo às 18h00, uma obra que constata o Alentejo como eixo central na vida e na obra do cidadão e intelectual Antunes da Silva.

Na Pátria do Cardo deve o seu título à seguinte passagem contida na obra Gaimirra (1983):

"Ontem encresparam-se os matos. Entre os ermos, o cardo é a planta menos efusiva e material. A mais audaz. Será um cardo que ficará junto ao rosto do sol, na futura bandeira do Alentejo.
Bem vindos a esta Pátria."

Logo de seguida, às 19h00, a autora muda de papel e passa a ser a Leitora-guia de mais uma Roda de Leitura dedicada a este autor. O Regresso, um conto presente na obra Gaimirra vai ser o foco de atenção e motivo de um momento agradável de leitura partilhada.

Por tudo isto vale a pena estar presente.
Leia connosco!

Entrada livre mediante inscrição prévia


25 maio 2010

Quem foi Antunes da Silva?

Armando Antunes da Silva


Escritor português, nascido a 31 de Julho de 1921, frequentou a escola comercial em Évora, a sua cidade natal, tendo desempenhado a actividade de empregado de escritório, até partir para Lisboa, em 1948. Colaborou em publicações periódicas que divulgaram e teorizaram o neo-realismo, como O Diabo, Sol Nascente ou Vértice. Inserido numa segunda geração neo-realista, Antunes da Silva revelou-se na poesia com a edição de Esta Terra que é Nossa e Canções do Vento, volumes editados ambos na colecção "Cancioneiro Geral", e que, sob a influência dos modelos de Lorca ou de Manuel da Fonseca, apelam para a reactualização das fontes populares e dos romanceiros.

Afirmando-se essencialmente como ficcionista, a obra literária de Antunes da Silva confirma a defesa do desenvolvimento de uma literatura em que os motivos populares, numa perspectiva neo-realista, devem ser encarados à luz da problemática económico-social (cf. "Breve Apontamento sobre uma Nova Literatura Regional" in Vértice, 1956-7, Coimbra, pp. 312-313).

Bibliografia
Gaimirra, Lisboa, 1946; Vila Adormecida, Lisboa, 1948; Sam Jacinto, s/l, 1959; O Aprendiz de Ladrão, Lisboa, 1954; Rosária, Lisboa, 1956; O Amigo das Tempestades, Lisboa, 1958; Suão, Lisboa, 1960; Terra do Nosso Pão, Lisboa, 1964; Uma Pinga de Chuva (crónicas e narrativas), Lisboa, 1972; Alentejo é Sangue (crónicas e narrativas), Lisboa, 1966; O Exilado e Outros Contos, Porto, 1973; A Fábrica (romance), Lisboa, 1979; Esta Terra que é Nossa, Lisboa, 1952; Canções do Vento, Lisboa, 1957; Rio Degebe, Lisboa, 1973; Jornal: diário, Lisboa, 1987


Fonte: http://www.infopedia.pt/$antunes-da-silva

11 junho 2008

Roda de Leitura sobre Antunes da Silva

Na Quinta-feira, dia 5 de Junho de 2008, pelas 21.30, a Biblioteca Pública de Évora abriu as portas a mais uma Roda de Leitura. Desta vez, a obra de Antunes da Silva, um grande escritor da cidade de Évora e um dos maiores nomes da corrente neo-realista em Portugal, foi alvo de discusão na Roda de Leitura, orientada pela comissária da exposição acerca desta figura de relevo que decorreu nos passados meses de Dezembro e Janeiro.

A Dr.ª Maria João Pereira Marques fez referência à biografia deste escritor e, em traços gerais, traçou o seu percurso de vida.

Antunes da Silva publicou 20 livros, alguns deles, traduzidos em várias línguas. Autor de Suão, Vidas, O Aprendiz de ladrão, entre outros, as temáticas eleitas pelo autor foram as de cariz geográfico, ambiental, linguístico, social, político e económico.

A obra de Antunes da Silva revela-se uma viagem pelo alentejo do século XX, onde as personagens-tipo estão ligadas ao campo.

visões, neurónios & afectos