23 dezembro 2008

Encontro com Ondjaki

No passado dia 11 de Dezembro, pelas 21h30, os leitores da Biblioteca Pública de Évora puderam encontrar-se com o escritor angolano Ondjaki. Este veio à biblioteca para a apresentação do seu mais recente livro infantil O leão e o coelho saltitão.

A sessão foi conduzida pela Professora Cláudia Sousa Pereira, onde houve lugar para um diálogo constante entre esta, Ondjaki e o público. A conversa discorreu sobre vários temas relativos à vida literária de uma das maiores revelações da literatura lusófona: Ondjaki. Este revelou ser uma pessoa disponível para falar sobre diversos assuntos, inclusive sobre a sua infância passada em Angola e sobre o panorama literário na lusofonia.

Durante a sessão foram lidos excertos por crianças d'O leão e do coelho saltitão e a Professora Cláudia Sousa Pereira leu excertos de outras obras deste autor como Bom dia camaradas (2001), Quantas madrugadas tem a noite (2004) e Avó dezanove e o segredo do soviético (2008), como mote para o desenrolar da conversa com este autor.

No final ainda houve tempo para uma sessão de autógrafos.

Reformas da saúde - o fio condutor


Dia 9 de Dezembro, a Biblioteca Pública de Évora teve o prazer de receber o ex-Ministro da Saúde, António Correia de Campos, para a apresentação do seu recente livro Reformas da saúde - o fio condutor. A apresentação da obra, que se iniciou pelas 18h30, esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto de Oliveira.

Editado pela Almedina e fazendo parte da colecção "Olhares sobre a saúde", esta monografia é sobre política da saúde e sobre as reformas necessárias para que as políticas correspondam às aspirações dos portugueses. Nela se podem ler a abordagem de questões sobre as medidas mais controversas do Governo, como os casos de fecho de blocos de partos, das urgências e do SAP. Aqui o autor faz um balanço das várias políticas deste sector adoptadas durante os três anos do seu mandato, em que esclarece as decisões mais difíceis e impopulares.

Segundo o ex-governante, esta obra é de carácter didáctico, essencialmente política, em que se explicam reformas e que tem a ambição de contribuir para o debate sobre os novos modelos de solidariedade.

Os senhores da guerra não gostam de fado


Foi no passado dia 5 de Dezembro, pelas 21h30, que o fadista alentejano António Passão esteve presente na Biblioteca Pública de Évora para a apresentação da sua obra Os senhores da guerra não gostam de fado. Esta foi uma iniciativa organizada pela Biblioteca em colaboração com a Câmara Municipal de Évora.

Nesta obra, que segundo o autor, foi escrita com o intuito de dar a conhecer melhor este género musical e a sua história, reúne cerca de 114 crónicas sobre fado escritas entre Março de 2002 e Abril de 2007. Aqui se podem encontrar referências práticas e nomes ligados ao fado como por exemplo Berta Cardoso, Amália Rodrigues, Linhares Barbosa, Jaime Santos ou Armandinho.
Esta obra é uma edição do autor que aborda as seguintes temáticas: "Tudo na vida termina num fado"; "Sentimentos e emoções"; "Lugares históricos do fado"; "Algumas figuras de ontem e de sempre"; Críticas e elogios"; Crónicas da vida e seu relativismo ao fado"; Poetas e letristas"; "O que se cantou e ainda se canta no fado"; "Fado, seu enquadramento histórico, social e cultural".

A sessão de apresentação decorreu acompanhada com guitarra portuguesa e António Passão interpretou alguns fados.

Última sessão da Comunidade de Leitores


Teve lugar no dia 15 de Dezembro a última sessão da Comunidade de Leitores, com a moderação de Helena Vasconcelos. Antes do início da sessão de debate sobre a última leitura, os membros desta comunidade juntaram-se para um jantar de convívio e de despedida.

A obra escolhida para o encerramento desta comunidade foi a Rapariga de brinco de pérola de Tracy Chevalier. Esta é um romance sobre a Holanda setecentista, cujo centro da acção é em Delft. Aqui se retrata o pintor holandês Vermeer e como uma criada da sua casa pode ter um papel tão determinante na obra de um pintor tão meticuloso como este.

Tracy Chevalier parte de um pormenor deste famoso quadro e da lacuna histórica em torno deste para construir a narrativa, adoptando o mesmo nome do quadro. A jovem seria uma criada protestante, cuja família caiu na probreza e na miséria, e por isso se viu obrigada a servir em casa do pintor católico. Fascinada pelo ambiente artístico, a jovem oscila entre o encanto da sedução de Vermeer e a vida puritana ao lado do homem do talho.

A reunião, como de costume, decorreu bastante animada, podendo-se afirmar que esta comunidade de leitores se tornou mais do que simples sessões de reunião periódica: tornou-se num grupo de amigos que gostam de trocar ideias sobre o que leram.

A Comunidade de Leitores encerrou um capítulo, mas em Janeiro voltará o habitual grupo de leitura com a obra de Mia Couto, Venenos de Deus, remédios do diabo.

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